quarta-feira, 7 de maio de 2025

Paulo Oliveira, Primeiro Candidato a Prefeito pelo PT, Coloca sua História a Disposição do Partido e Anuncia Candidatura a Presidência


Em meio a um cenário político municipal em ebulição, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Embu das Artes se prepara para um momento crucial em sua trajetória. Uma disputa interna acirrada pela presidência do diretório municipal coloca em lados opostos duas figuras de peso na história da legenda na cidade: o veterano Paulo Oliveira, um dos fundadores do partido no município, e o ex-prefeito e ex-deputado estadual Geraldo Cruz. A eleição, que ocorrerá através do Processo de Eleição Direta (PED), promete ser um marco na reorganização do partido para os desafios futuros.

No centro de uma das chapas, emerge a figura emblemática de Paulo Oliveira, um nome intrinsecamente ligado à fundação e à consolidação do PT em Embu das Artes. Sua trajetória de mais de quatro décadas dedicadas à causa petista e ao povo da cidade é um testemunho de sua inabalável fé em um futuro mais justo e igualitário. Homem de convicções profundas e retidão moral inquestionável, Paulo Oliveira personifica a luta incansável por uma Embu das Artes mais solidária e inclusiva.


Experiência

Sua biografia se entrelaça com a própria história do PT local. Primeiro candidato a prefeito pelo partido, Paulo Oliveira pavimentou o caminho para as futuras gerações de petistas na cidade. Sua atuação como Secretário de Cidadania, Trânsito, Cultura e Esportes nas gestões petistas deixou um legado de políticas públicas voltadas para o bem-estar da população. Sua visão estratégica o levou a assumir a Direção Geral do CONISUD, um consórcio vital para o desenvolvimento econômico e a colaboração entre os municípios do Sudoeste paulista.

Além de sua atuação no poder público, Paulo Oliveira sempre demonstrou um profundo compromisso com a organização da sociedade civil. Sua atuação direta na criação de inúmeras sociedades amigos de bairro em diversas regiões da cidade revela sua crença no poder da mobilização popular como motor de transformação social e ferramenta de pressão para a conquista de melhorias para a comunidade.

Sua coragem e firmeza moral se manifestaram de forma contundente na luta em defesa do meio ambiente. Como um dos líderes do movimento em prol da preservação da Mata do Roque Valente, o último reduto de Mata Atlântica nativa na região do Parque Pirajussara, Paulo Oliveira enfrentou perseguições políticas e até mesmo ameaças à sua integridade física, sem jamais ceder em seus princípios éticos e ambientais. Sua integridade inabalável o tornou um farol de esperança para aqueles que lutam por um futuro mais verde.

Aos 64 anos, Paulo Oliveira demonstra uma vitalidade e um engajamento notáveis, colocando novamente sua vasta experiência e sua militância à disposição do partido. Liderando o movimento "Experiência e Renovação", que congrega centenas de filiados e militantes ansiosos por uma nova direção para o PT municipal, ele se apresenta como um elo entre o passado de lutas e um futuro de revitalização. "Depois de 40 anos de militância, lutas e aprendizados, meu coração ainda pulsa forte por transformação. Cada caminhada, cada reunião de base, cada conquista e cada tropeço me trouxeram até aqui. Com a bagagem de quem viveu tudo isso na pele — e o brilho nos olhos de quem acredita no amanhã — me coloco à disposição como candidato à presidência do PT Embu das Artes. Não é sobre o passado que já fizemos, é sobre o futuro que podemos (e precisamos) construir", afirma Oliveira.



Renovação

Ao seu lado, a chapa conta com o apoio de duas importantes lideranças que representam a renovação do partido em Embu das Artes. Rosangela Santos, ex-vereadora e candidata majoritária nas últimas duas eleições municipais, consolidou-se como uma voz forte e representativa dentro da legenda. Sua dedicação e seu trabalho incansável a credenciaram como uma das principais lideranças do PT na cidade.

O jovem vereador Uriel Biazin, a grande revelação do partido no último pleito eleitoral, completa a trinca de líderes da chapa. Com um perfil carismático, propostas inovadoras e uma energia contagiante, Biazin personifica a promessa de renovação política em Embu das Artes, atraindo o interesse de uma nova geração de eleitores e militantes.

A proposta da chapa "Experiência e Renovação" reside justamente na inteligente combinação da bagagem histórica e da sabedoria política de Paulo Oliveira com o frescor de ideias e a visão de futuro de Rosangela Santos e Uriel Biazin. O objetivo é conduzir o Partido dos Trabalhadores nos próximos quatro anos, um período crucial que inclui as eleições gerais de 2026, onde o partito deverá manter a tradição de forncer uma expressiva votação ao Presidente Lula, além das pretenções do PT local em lançar candidatos à Assembleia Legislativa, e o desafiador pleito municipal de 2028, onde o partido busca resgatar a popularidade perdida desde a saída do governo, superando o revés de não ter eleito vereadores em 2020: "Nossa luta só estará finalizada quando a igualdede de direitos e a justica for a realidade para o nosso povo e para nós mesmos. Temos muito para fazer e não vamos nos negar a atuar firmes, fortes e unidos em busca da felicidade", finaliza Paulo Oliveira.

O caminho para a reconstrução do PT em Embu das Artes não será fácil. O próximo presidente herdará um partido que enfrenta desafios internos significativos, como a perda de popularidade, dívidas acumuladas e a necessidade urgente de reorganizar seus quadros políticos e setoriais em um cenário de vácuo de poder.

A disputa interna, que coloca lado a lado a experiência e a renovação, é vista por muitos como um sinal de vitalidade democrática dentro do partido. A possibilidade de os filiados e militantes escolherem o rumo que o PT tomará nos próximos anos demonstra a força e a pluralidade da legenda, servindo de exemplo para outras agremiações políticas.

Independentemente do resultado da eleição interna, o Partido dos Trabalhadores de Embu das Artes vive um momento de efervescência e debate, buscando encontrar o melhor caminho para reconquistar a confiança da população e reafirmar seu papel como força política relevante na cidade. A história de luta e a dedicação de figuras como Paulo Oliveira, aliadas à energia e às novas ideias de lideranças como Rosangela Santos e Uriel Biazin, certamente serão pilares importantes nesse processo de renovação e reconstrução.

Por Ycaro Oliveira, para o EspalhaFatos.

domingo, 4 de maio de 2025

Com Lula, Brasil Salta 47 Posições em Ranking de Liberdade de Imprensa. Trump, Milei e Boluarte fazem EUA, Argentina e Peru Despencarem

 

Brasil Escala Posições em Ranking de Liberdade de Imprensa, Enquanto Américas Sofrem Retrocessos

A divulgação da atualização do ranking anual de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) revela um cenário contrastante nas Américas. O Brasil apresentou uma melhora significativa, galgando posições importantes, enquanto países como Estados Unidos, Argentina e Peru enfrentaram um declínio preocupante no quesito.

O Brasil saltou notáveis 19 posições no último ano, alcançando a 63ª colocação em 2025, ante o 82º lugar em 2024. Se retrocedermos a 2022, a ascensão é ainda mais expressiva, com um avanço de 47 posições (o país ocupava a 110ª posição). A Repórteres Sem Fronteiras atribui essa evolução positiva a um ambiente menos hostil para o exercício do jornalismo após o fim do governo Bolsonaro.

O período do governo Bolsonaro no Brasil (2019-2022) foi marcado por uma escalada de ataques à imprensa, com o próprio ex-presidente liderando uma campanha de descredibilização e hostilidade contra jornalistas e veículos de comunicação. Essa postura agressiva deixou um legado preocupante para a liberdade de imprensa no país.

Os ataques de Bolsonaro à imprensa se manifestaram de diversas formas:

  • Ataques verbais e descredibilização: O ex-presidente frequentemente se referia à imprensa como "inimiga", "lixo" e propagadora de "fake news", buscando minar a credibilidade do trabalho jornalístico.
  • Ameaças e intimidações: Jornalistas que faziam críticas ao governo eram alvos de ameaças e intimidações, tanto por parte do próprio Bolsonaro quanto de seus apoiadores.
  • Restrição ao acesso à informação: O governo Bolsonaro dificultou o acesso da imprensa a informações oficiais, restringindo coletivas de imprensa e limitando a transparência.
  • Incentivo à violência: A retórica agressiva do ex-presidente contribuiu para um ambiente de hostilidade contra jornalistas, com casos de agressões físicas e verbais por parte de seus apoiadores.

Esses ataques tiveram um impacto negativo na liberdade de imprensa no Brasil, criando um clima de medo e autocensura entre os jornalistas. A imprensa livre desempenha um papel fundamental na democracia, e os ataques de Bolsonaro representaram uma ameaça a esse pilar democrático.

A melhora do Brasil no ranking da Repórteres Sem Fronteiras após a saída de Bolsonaro do poder demonstra o impacto negativo que o governo anterior teve na liberdade de imprensa do país.


Inimigos da Liberdade e da Democracia

Donald Trump, presidente dos EUA

Em contrapartida, a liberdade de imprensa nos Estados Unidos demonstrou sinais de fragilidade, com uma queda de duas posições em comparação com 2024, e 4 posições se retrocedermos até 2022, fixando o país no 57º lugar. A RSF expressa preocupação com a deterioração do ambiente para a imprensa sob o retorno de Donald Trump à presidência, citando ataques verbais e cortes de financiamento a veículos de comunicação públicos como fatores contribuintes.

Javier Milei, Presidente da Argentina

A situação é ainda mais alarmante na Argentina, que sofreu um recuo acentuado de 21 posições, caindo para o 87º lugar no ranking global. A organização aponta a estigmatização de jornalistas, o desmantelamento de órgãos de mídia estatais e a utilização da publicidade oficial como ferramenta de pressão política pelo governo de Javier Milei como elementos centrais dessa regressão.

Dina Boluarte, Presidente em exercício do Peru

Peru também registrou uma queda drástica de 53 posições desde 2022, amargando agora a 130ª colocação. A Repórteres Sem Fronteiras destaca o crescente assédio judicial contra jornalistas, a proliferação de campanhas de desinformação e o aumento da pressão sobre a mídia independente como fatores que minam a liberdade de imprensa no país andino.

A recente divulgação do ranking da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) expõe um padrão preocupante: o declínio da liberdade de imprensa em países governados por políticos de direita nas Américas. A queda nos Estados Unidos, Argentina e Peru, sob as lideranças de Donald Trump, Javier Milei e Dina Boluarte, respectivamente, demonstram o impacto de suas políticas no ambiente midiático, com perseguição institucional e violência contra a liberdade de imprensa, além de um esforço evidente pelo controle na divulgação de informação.

Nos Estados Unidos, a retórica agressiva de Trump contra a mídia, classificada por ele como "inimiga do povo", juntamente com cortes no financiamento de veículos públicos, sinaliza um ataque direto ao papel crucial da imprensa na democracia. Na Argentina, Milei, com sua postura de estigmatização de jornalistas e desmantelamento da mídia pública, demonstra um desprezo alarmante pela pluralidade de vozes. No Peru, Boluarte, em meio a acusações de repressão a protestos, vê a liberdade de imprensa se deteriorar sob o peso do assédio judicial à profissionais da imprensa e da desinformação.

Esse cenário exige uma reflexão profunda sobre o papel da direita na salvaguarda da liberdade de imprensa. A retórica anti-establishment e o populismo, frequentemente associados a esses líderes, parecem se traduzir em ações que minam o direito fundamental à informação. A imprensa livre, pilar da democracia, não pode ser refém de agendas políticas que buscam silenciar vozes dissonantes.


Brasil Ainda Ocupa Posição "Problemática"

Apesar da melhora observada no Brasil, a RSF ressalta que o país ainda se encontra na zona laranja do ranking, indicando uma situação classificada como "problemática" para a liberdade de imprensa. O panorama global também é sombrio, com a média mundial de liberdade de imprensa atingindo o seu pior patamar histórico no ranking de 2025, com mais de 60% dos países avaliados apresentando retrocessos.

Este cenário complexo nas Américas sublinha a volatilidade da liberdade de imprensa e a necessidade de vigilância constante para garantir o livre exercício do jornalismo em um ambiente seguro e plural.


Por Ycaro Oliveira, para o EspalhaFatos.