sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

O Apagão da Competência: São Paulo e Embu das Artes no Escuro


Dezembro de 2025 chegou e, com ele, um presente indesejado, porém previsível, para a população paulista: o escuro. O vendaval que varreu o estado não levou apenas árvores e telhados; levou consigo a pouca paciência que restava ao cidadão em relação às autoridades que deveriam zelar pelo funcionamento básico da sociedade. O que vemos hoje em São Paulo, e de forma dramática em Embu das Artes, não é apenas um "desastre natural". É um desastre de gestão.

A Omissão Estadual

No Palácio dos Bandeirantes, a gestão Tarcísio de Freitas parece ter adotado a tática da "terceirização da culpa". Diante de milhões de paulistas sem energia, a resposta do governo estadual tem sido reativa e burocrática. Criticar a Enel em coletivas de imprensa e sugerir intervenções federais soa como música aos ouvidos indignados, mas não acende nenhuma lâmpada.

O governo estadual falha em seu papel primordial: o de fiscalizador implacável e planejador. Onde está o plano de contingência climática que São Paulo desesperadamente precisa? A privatização e as concessões, bandeiras desta gestão, prometiam eficiência, mas entregaram colapso. A Sabesp, agora sob nova direção, também falha no bombeamento de água por falta de luz, expondo a fragilidade de um sistema interdependente que o Estado lavou as mãos de coordenar. O governador age como um comentarista da crise, e não como o chefe do Executivo que deveria ter preparado o estado para eventos climáticos que a ciência avisa há anos que seriam frequentes.

O Palco em Embu das Artes

Se no nível estadual falta pulso, em Embu das Artes sobra teatro e falta zeladoria. A cidade é, proporcionalmente, uma das mais castigadas da Grande São Paulo, com bairros inteiros — como Jardim Laila, Castilho e Santa Emília — mergulhados na escuridão há dias.

A atual gestão municipal, herdeira política de um grupo que comanda a cidade há anos, protagoniza cenas de indignação performática, com acampamentos em frente à sede da concessionária. Mas o cidadão embuense deve se perguntar: onde estava a prevenção? Protestar contra a Enel agora é válido, mas não apaga o fato de que a manutenção da cidade, a poda preventiva de árvores (responsabilidade municipal) e o planejamento urbano foram negligenciados.

Ver o prefeito acampado pode gerar likes nas redes sociais, mas não salva a insulina estragada na geladeira do morador do Itatuba, nem garante o banho quente do trabalhador que chega exausto. Embu das Artes sofre não só com a incompetência da Enel, mas com uma administração municipal que parece governar para a audiência, enquanto a infraestrutura real da cidade pede socorro.

O blecaute de 2025 não é culpa do vento. É o resultado sombrio de um Estado que se exime de responsabilidade e de municípios que trocam a prevenção pelo espetáculo. Enquanto Tarcísio aponta para Brasília e a prefeitura de Embu monta barraca na porta da Enel, o povo continua, literalmente, pagando a conta no escuro.


Por Arthur Serapião

sábado, 8 de novembro de 2025

Rosângela Santos Denuncia "Maior Esquema de Corrupção" de Embu das Artes com Vínculos Familiares Após Operação Legere

Em um pronunciamento incisivo em suas redes sociais que reverberou por Embu das Artes, Rosângela Santos, maior nome da oposição na cidade, detalhou o que ela classificou como "o maior esquema de corrupção de Embu das Artes". Suas declarações vêm à tona após a recente Operação Legere da Polícia Federal e destacam a preocupante teia de relações familiares e políticas que estariam envolvidas no desvio de verbas essenciais da educação.

🔍 Operação Legere: Na Mira da Polícia Federal

A Operação Legere, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 29 de outubro, atingiu em cheio o cenário político de Embu das Artes. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em locais estratégicos, incluindo os gabinetes da Deputada Federal Ely Santos, irmã do ex-prefeito Ney Santos, e do Vereador Natinha, que é marido da Vice-Prefeita Dra. Bete. Empresas ligadas ao casal também foram alvo da operação. A investigação foca em crimes como fraude em licitação, superfaturamento e desvio de dinheiro público na aquisição de livros didáticos, revelando um esquema que drenou recursos que deveriam ser aplicados diretamente na educação.

🗣️ Rosângela Santos Toca na Ferida: Crianças como Vítimas

Em sua fala, Rosângela Santos foi categórica ao apontar os verdadeiros prejudicados por esse esquema: as crianças de Embu das Artes. Ela ressaltou que o dinheiro desviado, oriundo de verbas da educação, atinge diretamente o futuro das novas gerações. "Não bastesse todo o mal que eles fazem a anos na nossa cidade, agora estão mexendo com as nossas crianças", afirmou, em uma fala carregada de indignação.

A principal liderança da oposição não poupou críticas aos envolvidos, destacando a crueldade de se desviar recursos que deveriam garantir um ensino de qualidade e oportunidades para os jovens embuenses. "Esse pode ser o maior esquema de corrupção de Embu das Artes", declarou Rosângela, elevando o tom da denúncia e convocando a população à colocar fim ao ciclo de denúncias envolvendo o grupo político ligado à Ney Santos: "Vamos defender nossos filhos desses malfeitores. Não deixem Embu das Artes nas mãos do crime".

Acompanhe o pronunciamento na íntegra:


📢 Opinião: A Voz Necessária em Defesa do Futuro de Embu das Artes

A intervenção forte e direta de Rosângela Santos não é apenas um ato de liderança política; é um grito de alerta em um momento de profunda crise para Embu das Artes. Em meio à Operação Legere da Polícia Federal, que desvenda um esquema de corrupção com raízes na própria estrutura de poder da cidade, Rosângela se consolida como uma voz essencial para o povo embuense.

Ao ligar os mandados de busca e apreensão nos gabinetes da Deputada Federal Ely Santos e do Vereador Natinha, com a figura da Vice-Prefeita Dra. Bete, Rosângela Santos expõe a intrincada rede de parentesco e influência que, segundo as denúncias, parece ter se instrumentalizado para o desvio de verbas públicas. Sua fala traz à tona a indignação popular ao focar nas crianças como as maiores vítimas desse esquema nefasto. Não se trata apenas de dinheiro, mas do futuro de uma geração que tem seu direito à educação cerceado por aqueles que deveriam protegê-la.

A crueldade de desviar verbas da educação é um ato de profunda irresponsabilidade e desumanidade. A operação vem em um momento onde diversos profissionais da educação denunciam que estão com seus salários atrasados e pais de alunos reclamam das condições das estruturas físicas das escolas e creches do município. Ao invés de garantir materiais didáticos de qualidade, infraestrutura escolar e melhores condições para professores, esses recursos são drenados, comprometendo o desenvolvimento intelectual e social dos jovens. A declaração de Rosângela de que "Esse pode ser o maior esquema de corrupção de Embu das Artes" não pode ser ignorada, e não está relacinada somente à voluptuosa quantia de dinheiro desviada, mas também com o sadismo de roubar de crianças. Ela exige que a sociedade e as autoridades encarem a dimensão do problema e ajam com a severidade que ele demanda.

A frase final, "Vamos defender nossos filhos desses malfeitores. Não deixem Embu das Artes nas mãos do crime", é um apelo poderoso à consciência coletiva. A liderança de Rosângela Santos, juntamente com a atuação do vereador Uriel Biazin, colocam o PT de Embu das Artes em uma importante posição de organizar as forças de oposição da ciadade, demonstrando um compromisso inabalável com a verdade e a proteção dos interesses mais básicos da população. Em tempos sombrios, é essa vigilância ativa e a coragem de tocar na ferida que podem guiar Embu das Artes para fora das sombras da corrupção e de volta ao caminho da honestidade e da esperança para suas crianças.


Por Ycaro Oliveira.

Em Visita à Embu das Artes, Articulada por Rosângela Santos, Ministro Marinho Exalta Dados Socioeconômicos do Governo Lula



Ministro do Trabalho Destaca Menor Desemprego da História em Evento de Rosângela Santos

A cidade de Embu das Artes recebeu no último sábado (01/11) o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em um evento que reuniu mais de 100 pessoas e serviu de palco para o balanço dos avanços socioeconômicos do atual governo federal. A visita foi cuidadosamente articulada e sediada por Rosângela Santos, principal liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) no município e figura de destaque na oposição local.

O evento aconteceu na "Casa da Democracia", espaço mantido por Rosângela Santos para debates, formação política, recepção de políticos e autoridades e também aberto ao público, para receber e dialogar com os cidadãos de Embu das Artes.

Durante seu discurso, o Ministro Marinho celebrou os resultados da sua pasta, ressaltando o que classificou como "excelentes dados socioeconômicos" alcançados.

"Estamos vivendo um momento de retomada e justiça social, com a criação de empregos e o aumento da renda", afirmou o Ministro.

📈 Crescimento e Justiça Social: Os Dados do Governo em Destaque

Marinho focou sua fala em três pontos-chave que, segundo ele, demonstram a eficácia das políticas do governo Lula:

  • Menor Índice de Desemprego: O Ministro destacou a queda na taxa de desocupação. A taxa média de desemprego no Brasil fechou o ano de 2023 em 7,8%, o menor patamar anual desde 2014, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

  • Aumento na Renda das Famílias: Foi celebrado o crescimento do rendimento. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil atingiu R$ 1.848 em 2023, o maior valor da série histórica da pesquisa do IBGE, representando um aumento de 11,5% em relação a 2022.

  • Isenção do Imposto de Renda: Marinho também mencionou a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IRPF). Recentemente, o Senado Federal aprovou o projeto que isenta do Imposto de Renda os rendimentos de até R$ 5 mil mensais, com a sanção presidencial esperada para ocorrer em breve, beneficiando milhões de brasileiros. (Fonte: Agência Brasil / Agência Gov).

Rosângela Santos: Articulação e Liderança de Oposição

A realização do evento é creditada à capacidade de articulação de Rosângela Santos, que lidera o PT na cidade e é a principal voz de oposição à gestão municipal atual. A petista desempenhou um papel fundamental na organização e mobilização do encontro, garantindo a presença do Ministro e reunindo a base de apoio.

Além de sua atuação no cenário local, Rosângela Santos é reconhecida por sua influência regional como coordenadora da Macro Osasco do Partido dos Trabalhadores, demonstrando seu prestígio dentro da estrutura partidária e sua capacidade de dialogar com as altas esferas do governo federal. Sua articulação para trazer uma autoridade federal de tal relevância para Embu das Artes é vista como um movimento estratégico para consolidar seu papel como a principal liderança política de oposição no município.

A visita do Ministro Marinho a Embu das Artes, intermediada por Rosângela Santos, reforça o alinhamento da liderança local do PT com a agenda e os feitos do Governo Federal, marcando um passo significativo na sua projeção política para os próximos pleitos.

Acompanhe a seguir algumas imagens do evento:






Por Ycaro Oliveira.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Ex-Prefeito Geraldo Cruz Critica Escândalos de Corrupção em Embu das Artes e Cobra Transparência Após Operação da PF


Em um pronunciamento incisivo feito em suas redes sociais, o ex-prefeito de Embu das Artes e atual presidente do PT na cidade, Geraldo Cruz, lançou duras críticas à atual administração municipal, comandada por Hugo Prado. A fala de Cruz ocorre no rastro da Operação Legere da Polícia Federal, que investiga um esquema de fraude milionária na compra de livros didáticos.

🔍 A Operação Legere em Embu das Artes

A Polícia Federal deflagrou a Operação Legere no último dia 29 de outubro, cumprindo mandados de busca e apreensão em diversos locais, incluindo gabinetes e empresas com vínculos a figuras de alto escalão do governo Hugo Prado em Embu das Artes. A investigação apura crimes como fraude em licitação, superfaturamento e desvio de dinheiro público na aquisição de materiais didáticos para prefeituras, com o município sendo um dos alvos principais da ação.

🗣️ As Críticas de Geraldo Cruz

Em sua manifestação, Geraldo Cruz não poupou o grupo político que atualmente administra a cidade, liderado pelo ex-prefeito Ney Santos e o atual prefeito Hugo Prado. Ele destacou a frequência com que escândalos de corrupção envolvendo a gestão são noticiados, transformando-se em parte do cotidiano da cidade.

Cruz contrastou o cenário atual com o período em que esteve à frente da prefeitura. "Nunca recebi a visita da Polícia Federal em minha casa", afirmou, ressaltando o que considera um compromisso com a legalidade. O ex-prefeito lembrou ainda de ações de transparência de sua gestão, como o Orçamento Participativo, que visava prestar contas à população de forma periódica.

O político criticou veementemente o desvio de dinheiro público destinado à educação, mencionando o superfaturamento na compra de materiais didáticos que, segundo ele, nem sempre contam com a aprovação da equipe pedagógica da Secretaria de Educação.

Outro ponto de sua crítica foi o contraste entre os vultosos gastos com artistas consagrados para festas e eventos, enquanto profissionais essenciais como os da saúde e educação enfrentam anos de constantes atrasos salariais.

Ao final de sua fala, Geraldo Cruz enfatizou que a situação não pode ser banalizada, clamando por um retorno ao caminho da honestidade e transparência na gestão pública de Embu das Artes. Ele cobrou mais investigação e fiscalização, e questionou a imagem veiculada nas redes sociais do prefeito Hugo Prado: "Será que é a mesma cidade a da propaganda do prefeito e a cidade em que vivemos?".

Assista ao vídeo do pronunciamento de Geraldo Cruz na íntegra:



📢 Opinião: A Voz da Oposição e o Compromisso com Embu das Artes

No atual cenário político de Embu das Artes, marcado por constantes denúncias e operações policiais, a postura do Partido dos Trabalhadores (PT) na cidade, liderado pelo ex-prefeito Geraldo Cruz e representado na Câmara pelo vereador Uriel Biazin, surge como um sopro necessário de fiscalização e preocupação com a ética na gestão pública.

O pronunciamento de Geraldo Cruz em seu Instagram é mais do que uma fala política; é um alerta veemente sobre a gravidade da situação. Ao relembrar sua própria gestão, livre de escândalos policiais, e destacar iniciativas de transparência como o Orçamento Participativo, Cruz não apenas se posiciona como um contraponto moral à atual administração, mas também oferece um modelo de governança que o povo embuense anseia. Suas críticas ao desvio de verbas da educação e aos gastos questionáveis com festividades, em detrimento dos salários de profissionais essenciais, ecoam o sentimento de indignação de muitos cidadãos. O questionamento sobre a "cidade da propaganda" versus a "cidade real" é um golpe certeiro na imagem artificial que se tenta construir.

Paralelamente, a atuação incisiva do vereador Uriel Biazin, que corajosamente apresentou um requerimento solicitando os contratos sob investigação da PF — mesmo diante da blindagem da base aliada —, demonstra um compromisso inabalável com a verdade e a prestação de contas. Biazin não apenas cumpre seu papel de fiscal do Executivo, mas o faz com a urgência que o momento exige, buscando rasgar o véu de opacidade que tenta cobrir as graves denúncias.

Ambas as ações — o pronunciamento de Cruz e a iniciativa de Biazin — solidificam a imagem do PT local como uma verdadeira força de oposição. Eles não apenas apontam os problemas, mas agem como defensores dos interesses do povo de Embu das Artes, cobrando transparência, exigindo responsabilidade e, acima de tudo, demonstrando profunda preocupação com o futuro da cidade. Em tempos de incerteza e suspeitas, essa voz da oposição é crucial para manter a chama da esperança acesa e lutar por uma Embu das Artes mais justa, honesta e transparente.


Por Ycaro Oliveira.

Base do Governo em Embu das Artes Blinda a Prefeitura e Derruba Pedido de Explicações sobre Fraude em Livros Didáticos

 


Em um movimento que gerou forte controvérsia na Câmara Municipal, a base de sustentação do governo municipal de Embu das Artes rejeitou, na última sessão de quarta-feira (05), um requerimento que solicitava à Prefeitura a apresentação de cópias dos contratos de compra de livros didáticos investigados pela Polícia Federal (PF).

O pedido de informações, protocolado pelo vereador de oposição Uriel Biazin (PT), visava trazer transparência sobre as negociações que são alvo da Operação Legere, deflagrada pela PF no último dia 29 de outubro. No entanto, o requerimento foi barrado por maioria, com o voto contrário de todos os vereadores que compõem a base aliada do atual prefeito Hugo Prado.

🔍 Recapitulando a Operação da PF

A Operação Legere investiga um esquema criminoso de fraude em licitação, superfaturamento e desvio de dinheiro público na compra de livros didáticos por prefeituras. Embu das Artes foi um dos municípios paulistas apontados no centro do esquema.

A ação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão na cidade e em outros locais, mirando empresas e indivíduos suspeitos de manipular contratos para inflar os valores dos materiais escolares. Os investigados podem responder por crimes graves, como falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

🚫 Blindagem na Câmara

Durante a sessão, o vereador Uriel Biazin argumentou que o requerimento era um ato de dever cívico e de fiscalização, essencial para garantir que a população tivesse acesso aos documentos que poderiam esclarecer o envolvimento da Prefeitura no esquema milionário.

No entanto, com a votação, a base governista atuou de forma decisiva para impedir que a Prefeitura prestasse esclarecimentos oficiais e tornasse públicos os contratos sob suspeita, muitos dos quais, segundo as investigações da Polícia Federal, envolveriam empresas ligadas a familiares da vice-prefeita Dra. Bete, e suposta participação do vereador Natinha (Republicanos), marido de Dra. Bete e membro da base aliada. A manobra impede, pelo menos por enquanto, que os documentos sejam analisados publicamente pelo Legislativo.


📢 Crítica: A Escolha do Lado Errado

A atitude dos vereadores da base do governo na Câmara Municipal de Embu das Artes é mais do que um ato político: é uma declaração de prioridades que se coloca frontalmente contra o interesse público.

Ao derrubar o requerimento que exigia transparência sobre os contratos de compra de livros didáticos, esses parlamentares optaram por blindar a gestão municipal e proteger nomes envolvidos nas suspeitas de corrupção e desvio. Eles escolheram a lealdade ao grupo político em detrimento da fiscalização de recursos que deveriam ser aplicados na educação das crianças da cidade.

Em um momento em que a Polícia Federal expõe um esquema de fraude milionária, a população esperava que seus representantes agissem com rigor, cobrando cada centavo desviado e exigindo apuração imediata. Em vez disso, a base aliada se transformou em um muro de proteção para os possíveis envolvidos.

O voto contra a transparência sinaliza para o munícipe que, no entendimento desses vereadores, a defesa de políticos sob suspeita é mais importante do que o direito do povo de saber como o dinheiro público foi gasto. Essa postura não apenas enfraquece a credibilidade da Câmara, como também alimenta a cultura de impunidade. O papel de um vereador é fiscalizar, não proteger. E ao agir desta forma, a base do governo faz uma escolha que, no futuro, deverá ser julgada pela própria população.

Nos últimos anos, a população embuense se acostumou a ver a cidade nas páginas policiais, sempre ligando o grupo político, que já está no terceiro mandato, à fraudes em licitações, desvio de dinheiro público e outros crimes, sempre envolvendo o mais alto escalão do governo e até mesmo vereadores aliados. A operação Legere é apenas mais um capítulo neste triste período histórico que vive a cidade de Embu, que entre outras coisas, já perdeu até mesmo o status de Instância Turística, por pura incompetência e descaso governamental. Mais do que o título, a cidade perde também verbas federais para o turismo e a cultura, uma vez que o governo de plantão demonstra que a principal fonte de renda da cidade não é sua prioridade.

A cada ano que pessa fica mais claro que este governo e seus aliados estão mais preocupados em se perpetuar no poder e enriquecer às custas do contribuinte embuense, do que cuidar da cidade e fazer uma gestão responsável para o bem de todos que vivem nela. A pergunta que fica é: Depois de perder até o nosso sobrenome "Das Artes", o que restará quando este grupo deixar o poder?


Por Ycaro Oliveira.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Polícia Federal mira esquema de fraude em livros didáticos em Embu das Artes; Vereador Uriel Biazin cobra explicações da Prefeitura

 

A Polícia Federal (PF) deflagrou na última quarta-feira, 29 de outubro de 2025, a Operação Legere, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de fraudar contratos de aquisição de livros didáticos por prefeituras. Embu das Artes, foi um dos municípios paulistas envolvidos no esquema criminoso.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo (SP) e Salvador (BA). A investigação aponta para um esquema de superfaturamento na venda de livros para diversas administrações municipais. Os investigados poderão responder por crimes como falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os mandados foram cumpridos no gabinete da Deputada Federal Ely Santos (Republicanos), irmã do ex prefeito Ney Santos, no gabinete do vereador Natinha (Republicanos) e em uma imobiliária pertencente à parentes da Vice Prefeita Elisabete Alves Carvalho, conhecida como Dra. Bete, que também é esposa do verador Natinha.

Em resposta à operação, o vereador de oposição de Embu das Artes, Uriel Biazin (PT), protocolou um pedido formal de explicações à Prefeitura. O parlamentar cobra detalhes sobre os contratos de livros didáticos sob suspeita e as medidas que serão adotadas pela gestão municipal para apurar e responsabilizar os envolvidos.


Opinião: O Cansaço de um Ciclo Policial

Mais uma vez, o nome de Embu das Artes é arrastado para o noticiário nacional, não por alguma conquista social ou avanço na qualidade de vida, mas sim por suspeitas graves de corrupção. A Operação Legere, da Polícia Federal, que investiga fraudes e superfaturamento na compra de livros didáticos, expõe uma ferida que insiste em não cicatrizar na cidade: a gestão pública marcada pela sombra das investigações.

O que se repete é um roteiro que se tornou lamentavelmente familiar aos munícipes: contratos milionários, suspeita de desvios e, no centro, novamente, pessoas do mais alto escalão do grupo político de Ney Santos. A menção de que o esquema estaria ligado ao grupo político do ex-prefeito apenas reforça a percepção de que há um modus operandi arraigado, uma cultura de impunidade que parece blindar os responsáveis.

O dano causado por esses esquemas vai muito além das cifras desviadas. Atinge diretamente a educação das nossas crianças — o futuro da cidade — que, em vez de receberem o melhor material didático pelo preço justo, são vítimas de contratos supervalorizados que beneficiam empresários e políticos inescrupulosos. O dinheiro que deveria estar em sala de aula, na merenda de qualidade ou na infraestrutura escolar, escorre pelos ralos da corrupção.

A cobrança de explicações feita pelo vereador Uriel Biazin é o mínimo que se espera de um representante do povo, mas a sociedade de Embu das Artes precisa de mais do que notas de repúdio e pedidos de informação. É preciso romper este ciclo vicioso.

É exaustivo e profundamente frustrante ver que, a cada novo mandato, a primeira página do jornal local é dominada por inquéritos e operações policiais. O povo de Embu das Artes merece, urgentemente, gestores que priorizem o serviço público de qualidade, a honestidade e a transparência. Merece um governo que se dedique a construir um futuro para a cidade, em vez de se defender no presente das sombras do passado. Que a Polícia Federal avance e que a Justiça puna os responsáveis, para que a cidade possa, finalmente, virar essa página e se libertar do cansaço crônico da corrupção.

Por Ycaro Oliveira.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Chico Brito Esclarece: "Não Faço Parte do Governo Hugo Prado"


O ex-prefeito de Embu das Artes, Chico Brito, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para esclarecer boatos sobre sua possível participação no atual governo municipal. Em uma postagem em seu Instagram, Brito respondeu a diversos seguidores que, segundo ele, o questionavam sobre um eventual cargo na gestão de Hugo Prado.

"Quero vir aqui esclarecer, porque muitas pessoas me perguntaram, muitas mesmo, se eu faço parte do governo Hugo Prado", afirmou Brito. "Quero deixar claro para todos que eu não faço parte do governo, não assumi nenhuma secretaria."

Em sua declaração, Chico Brito também expressou votos de sucesso à atual administração. "Espero que o governo dê certo, pois se o governo estiver bem, a população estará bem, e se o governo for um desastre, será um desastre para a população", concluiu.

Brito ainda disse não estar participando de nenhum governo, nem realizando qualquer atividade política, segundo ele, está apenas administrando sua empresa. Veja o vídeo no player a seguir:


Governo Hugo Prado Enfrenta Crise e Críticas em Embu das Artes

Apesar dos votos de sucesso do ex-prefeito Chico Brito, a gestão do prefeito Hugo Prado em Embu das Artes tem sido alvo de fortes críticas da oposição e da população embuense. Seis meses após assumir o governo, herdado de seu padrinho político, o ex-prefeito Ney Santos, Prado ainda não conseguiu cumprir promessas de campanha e nem resolver problemas graves deixados pela administração anterior.


Saúde em Colapso

A área da saúde é, sem dúvida, o ponto mais crítico. Desde a gestão de Ney Santos, o setor tem sido alvo de inúmeras reclamações de usuários e funcionários. Relatos de falta de medicamentos nas farmácias dos postos, aplicação de remédios vencidos, atraso no pagamento de salários dos funcionários, escassez de médicos, superlotação e instalações precárias são constantes. A situação reflete um cenário de abandono que se arrasta e prejudica diretamente a qualidade de vida dos cidadãos.


Promessa de "Tarifa Zero" Vira Pesadelo no Transporte

O transporte público figura em segundo lugar na lista de queixas dos munícipes. Uma das principais promessas de campanha de Hugo Prado, o "Tarifa Zero" – que previa ônibus gratuito na cidade – ainda não foi cumprida. Pelo contrário, a administração parece ter ido na contramão de sua própria proposta.

Durante a campanha eleitoral de 2024, a promessa de gratuidade no transporte público de Embu das Artes estampava os principais materiais de campanha do então vice-prefeito Hugo Prado. No entanto, menos de um mês após o pleito de outubro do ano passado, o então prefeito Ney Santos anunciou uma redução do "Tarifa Zero" nos finais de semana, passando a valer apenas aos domingos, e um aumento de 32,5% no preço das passagens, que saltaram de R$ 4,00 para R$ 5,30. Ou seja, a passagem que antes era isenta aos sábados, domingos e feriados, tornou-se gratuita apenas aos domingos, e nos demais dias o cidadão ainda teve que arcar com um aumento de R$ 1,30 no preço. Até o momento, Hugo Prado, já como prefeito, não reverteu a situação nem implementou a "Tarifa Zero" integralmente.

Para agravar o cenário, a empresa que administra o transporte público da cidade cobra uma dívida milionária da prefeitura referente a repasses não realizados. Por mais de uma vez, Embu das Artes amanheceu sem ônibus devido a greves de funcionários que alegavam atraso no pagamento de seus salários, causando transtornos significativos à rotina da população.


Por Ycaro Oliveira, para o EspalhaFatos.